Vivo a monotonia da vida como um castigo da preguiça.
Vivo a monotonia da vida como um castigo da preguiça.
Alguém acredita em momentos de pura loucura e não em loucura? Para mim, todos nós temos momentos de loucura, é normal, faz parte do ser humano. E agora estão a pensar “olha a miúda está doida”…posso estar mesmo.Às vezes sinto-me perto da loucura, outras longe da sanidade mas a maior parte das vezes sinto-me íntegra. Talvez a minha loucura seja apenas a constatação da loucura dos outros. É possível. Saio e sinto-me rodeada de loucos e penso “sou eu que estou mal”. Ou não. Tudo é possível. Sou louca?Somos loucos?És louco/a?
Atendi. Desliguei. Liguei. Desliguei. Atendi. Falei. Desliguei. Chorei.
Não te quero.
Espera…afinal quero.
Agora já não quero
Mas não fujas agora.
Aguenta, fica comigo.
Não exijas nada de mim,
Não esperes nada de mim
Mas por favor não vás.
Vais?
Mas quando voltares dizes?
Tens de voltar por favor.
Sim ou não?
Não sei
Mas não vás
Fica aqui.
Inês Mota Antunes
Há dias em que a cruel sensação de infelicidade se apodera de nós. Hoje foi um desses dias…descansa, amanhã o sol nasce de outra cor. Boa noite
No dia em que te perdi percebi que a vida é injusta. Ainda assim a lei da vida permanece e o mais velho vai e dá lugar aos que nascem. Não senti a necessidade de chorar antes de te ver, ali, imóvel, sem proferir uma única palavra naquele teu tom rouco. A vida pregou-te partidas mas insistias sempre em ficar e ainda bem. Contigo aprendi a desenhar um vaso e a ter humor. Contigo aprendi a comer rebuçados e a fugir da comida. Contigo aprendi a sorrir de coisas que só nós percebíamos. Contigo aprendi que vale a pena cuidar enquanto se tem e quando não se tem vale a pena recordar. Recordo o teu último adeus e os teus lindos olhos azuis que, infelizmente, não herdei. Recordo também o gosto que tinhas ao ver-me crescer, aprender e viver. É por ti e contigo que continuo a crescer. E é por ti e contigo que vou sempre viver. Por ti, por ele, pelo outro e ainda aquele…por todos os que vi partir e que amei e amo eternamente.
Encontro-vos por aí, nos momentos de solidão que a vida nos obriga a ter e nos momentos felizes que nos obrigam a recordar-vos. Vocês fazem parte do passado, do presente e do futuro. Vocês dão força a quem fica.
Obrigado
Se ao menos tivesse sentido mais do que a ponta do teu pé. Se ao menos tivesse visto mais do que um sorriso envergonhado. Se ao menos me tivesses dado a mão. Se ao menos olhasses para mim agora. Eu não quero, e não gosto, de pensar em ti mas a solidão torna-o inevitável. Procuro-te nas noites frias, nos dias cinzentos, na falta de auto-estima … na falta de amor. Sei que não me deves querer mas, posso tentar? Gostava que dissesses que sim. Mas como? Tu não falas e eu não te falo. Se as pontas dos pés falassem…
Se algum dia descobrires o amor é porque conseguiste ver o que está para lá do visível.
Um “não” momentâneo é um talvez, um “não” verdadeiro é nunca.